Pedalando No Sertão – Trailer

Vídeo

Documentário sobre a vida de Ubiratã, o homem que muito andou de bicicleta fazendo a obra de Deus no Nordeste do Brasil.

Filme será lançado no dia 16 de agosto de 2013, na Conferência “Reciclando Nossa Visão Missionária”, na ICF Butantã, Av. Kenkiti Simomoto, 564 – Jaguaré, São Paulo-SP.

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Influências na minha jornada com Deus

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Além daqueles descritos nos livros Heróis da Fé e O Livro dos Mártires segue abaixo uma lista de alguns daqueles que influenciam na minha jornada com Deus. Apesar de não concordar com tudo que muito deles falaram, de cada um pude reter muito daquilo que sei hoje e que me ajudou bastante nessa caminhada profunda.

ImagemA foto acima representa o que chamo de convergência teológica: uma rede de pensamentos visando transformação e desenvolver o senso crítico.

Abraham Joshua Heschel

Alan Hirsch

AW Tozer

Baxter Gruger

Billy Graham

Bob Jones

Brennam Manning

Bruxy Cavey

C. J Mahaney

Conrad Grebel

CS Lewis

Dallas Willard

Dalton Thomas

Darin Hufford

David Du Plessis

David J. Bosch

David H. Stern

David Wilkerson

Derek Prince

Dietrich Bonhoeffer

Ed Stetzer

Eugene Peterson

FF Bruce

Francis Chan

Francis Schaeffer

Frank Viola

G. K. Chesterton

George Eldon Ladd

James Dunn

Joachim Jeremias

Hans Rookmaker

Heide Baker

Henri Nouwen

Howard Snyder

Jack Deere

J.R Tolkien

Jim Wallis

João Calvino

John Howard Yoder

John Piper

John Stott

John Walker

John Wimber

Jon Zens

Jonathan Wilson-Hartgrove

Jorge Himitian

Juan Carlos Ortiz

Jürgen Moltmann

Karl Barth

Lance Lambert

Leo Tolstoy

Leoard Ravenhill

Leonard Sweet ‏

Lois Tverberg

Loren Cunningham

Martin Luter King Jr.

Martinho Lutero

Martyn LLoyd Jones

Menno Simons

Michael Sattler

Mike Bickle

Miroslav Volf

Neil Cole

NT Wright

Paul Cain

Paul David Tripp

Peter Hoover

René Padilla

Richard Foster

Rick Joyner

Scot McNight

Shane Claiborne

Stanley Hauerwas

Stephen Kaung

T. Austin Sparks

Terry Virgo

Timothy Keller

Todd Hunter

Tony Campolo

Watchman Nee

Wayne Jacobsen

William Lane Craig

William Young

Wim Rietkerk

p.s Omiti brasileiros pois a lista é maior ainda.

Movimentos do Espírito de Deus na história que muito me influenciaram, apesar de eu não me denominar em nenhum deles eu aprendi com vários pontos. Muitas vezes me inclino para um ou mais deles, concordando com alguns pontos, divergindo em outros. Existe um ditado que gosto muito: “Não jogue o bebê fora junto com a água suja”.

Não coloquei em ordem cronológica.

1. Moravianos

2. Anabatistas

3. Reforma Radical

4. Reformadores do Séc XVI

5. Movimento de igrejas missionais, simples, orgânicas.

6. Movimento de discipulado

7. Chuva Serôdia

8. Menonitas

9. Valdenses

10. Precursores da reforma protestante

11. Grandes Despertamentos anglo-americanos

12. Movimento de Santidade

13. Pietismo

14. Puritanismo

15. Beyond Evangelical

16. Red-Letter Christians

17. Novo Monasticismo

18. Teologia do Reino

19. Movimento Vineyard

20. Monergismo x Sinergismo

21. The Confessing Church

Impacto em Santa Cruz dos Milagres-PI

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Dada a largada… IMPACTO SANTA CRUZ DOS MILAGRES. A MAIOR ROMARIA DO ESTADO DO PIAUÍ E A TERCEIRA MAIOR DO NORDESTE.  Dos dias 11 a 14 de Setembro.

Maiores Informações: impactostacruzdosmilagres@gmail.com

A boa nova de Jesus, então, era que o Reino de Deus havia chegado e que ele, Jesus, era seu arauto e divulgador aos homens. Mais do que isso, de alguma maneira especial e misteriosa, ele era o Reino. Malcolm Muggeridge, Jesus: The Man Who Lives

Por um movimento missionário pós-colonial – Bráulia Ribeiro

Vídeo

Entrevista sobre o que é o trabalho missionário hoje, a partir do Brasil, especialmente em países fechados. A entrevista (vídeo) é, digamos, um exemplo prático do que se pode chamar de “movimento missionário pós-colonial”, artigo publicado na revista Ultimato.

Repensando o conceito de missões!

Nos meados do século 20, a antropologia e a linguística se tornaram as ferramentas mais importantes do missionário. O alvo era entender culturas, transpor barreiras, entrar naquele mundo diferente. Nos movimentos mais recentes cresceu o desejo de se tornar nativo como o povo, o evangelho que se encarna. O controvertido “movimento de dentro”, o “insider movement”, advoga que religião e evangelho são coisas diferentes, e compartilham Cristo no contexto do islamismo, do hinduísmo ou do budismo sem mudar uma vírgula nas tradições ou na visão de mundo do convertido.

Hoje percebo que este movimento missionário ficou no passado. Já escrevi aqui várias vezes que o trabalho entre os indígenas brasileiros alargou as barreiras do que eu acreditava ser o evangelho. Este movimento missionário do século 20, se apoiava em concepções bem reduzidas sobre quem é o mensageiro e sobre o que era a mensagem. O mensageiro, ou missionário, era a encarnação de Cristo, a fonte pela qual a mensagem chegaria. A mensagem era a salvação individual abstrata. Esta é uma das razões por que os irmãos do “insider movement” acreditam que um muçulmano dentro de uma sociedade repressiva deve continuar muçulmano, sendo um perfeito membro de sua comunidade religiosa e social. O evangelho é uma experiência pessoal e abstrata de salvação e comunhão com Cristo.

No meio da terrível repressão religiosa da Argélia, recentemente, ex-muçulmanos convertidos decidiram adorar em público, arriscando as próprias vidas. Muitos deles saíram da fé encoberta que aprenderam dos missionários ocidentais, contra a vontade deles, para tentar viver uma fé pública. E dizem: “Se não pudermos construir igrejas, vamos morrer para que nossos filhos o possam”. A fé destes cristãos não é privada nem abstrata. Eles sabem que o cristianismo verdadeiro sacode fundamentos, transforma a história.

A nova expressão missionária se vale mais da sociopolítica e da economia do que da antropologia. Seu alvo não é entender culturas, mas sim criar pontes entre elas. É não apenas levar uma mensagem única, mas abrir as portas para que as implicações do evangelho possam chegar aos que precisam.

A decepção do mundo ocidental consigo mesmo afetou as missões protestantes. O antropologismo excessivo nasceu da ideia de que o evangelho ocidentalizado era um mal em si mesmo. Até o trabalho de traduzir a Bíblia — o que dá à população minoritária a capacidade de escrever sua língua, permitindo-lhes preservá-la — tem a tendência de ser substituído pelos movimentos que preferem usar a tradição oral, e apenas contar histórias do evangelho em vez de ensiná-lo, como se fazia anteriormente no “modelo grego”. Ora, o famigerado “modelo grego” de pensar é o que ajudou muitas populações excluídas a dialogar como o mundo de fora para obter autonomia civil e econômica.

Autores como Lamin Sanneh, Vishal Mangalwadi, Kwame Bediaku, Vinoth Ramachandra, da África, Índia e Sri Lanka, criticam a decepção do ocidente consigo mesmo e propõem uma missiologia pós-colonial, que não separa “eles e nós”, mas que chama os povos à parceria na construção civilizacional proposta pelo cristianismo. Não é por causa dos olhos azuis dos ingleses que a mortalidade infantil é menor na Inglaterra do que no Congo. Foram os mecanismos sociais criados pelos valores cristãos que permitiram ao mundo ocidental um desenvolvimento humano que o mundo animista não alcançou. Joãozinho Trinta ecoa de novo: “Quem gosta de pobre reprimido pelo islamismo radical é missionário. Nós queremos é construir igrejas (Argélia), praças arborizadas (Turquia) e liberdade de expressão (Irã). Vamos encarar?”.

• Bráulia Ribeiro trabalhou na Amazônia durante trinta anos. Hoje mora em Kailua-Kona, no Havaí, com sua família e está envolvida em projetos de tradução da Bíblia nas ilhas do Pacífico. É autora de Chamado Radical e Tem Alguém Aí em Cima?

Fonte: http://www.ultimato.com.br/conteudo/nao-e-por-causa-dos-olhos-azuis-dos-ingleses-que-a-mortalidade-infantil-e-menor-na-inglaterra

A subversão do cristianismo

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Daniel Oudshoorn

As mudanças radicais no mundo ocidental tem levado muita gente a reexaminar o modo como a igreja existia dentro da cristandade. Muitos tem prestado crescente atenção às vozes que vem das margens, tanto dentro quanto fora do mundo ocidental. Essas vozes (juntamente com Rahner, Hauerwas e Willimon) apontam que a igreja da cristandade havia se tornado uma igreja profundamente comprometida. Aqui três dessas vozes serão brevemente analisadas.

A primeira nasceu na América Latina e encontra sua expressão nas obras dos teólogos da libertação. A teologia da libertação sustenta que a igreja da cristandade ocidental (bem como o modelo de “Nova Cristandade” de Jacques Maritain na América Latina) é uma igreja maculada pelo sangue dos oprimidos. Ao associar-se aos detentores do poder, a própria igreja tornou-se um dos opressores, recusando-se de modo ativo ou passivo a engajar-se em determinadas atividades ou diálogos. O fato de que muitos cristãos ocidentais se mostrem incapazes de ver o elo entre libertação e fé revela o quanto domesticaram o evangelho que começou como “boas novas” para os pobres. Uma das consequências disso é que muitos revolucionários sociais e guerreiros da liberdade acabaram abandonando a igreja, pois “não encontraram na instituição qualquer possibilidade de concretizarem o seu comprometimento, vendo-se muitas vezes obrigados a assumir uma postura de oposição à igreja como sociedade”.

A segunda voz ergue-se da comunidade Sojourners/Residentes temporários, e encontra expressão na obra de Jim Wallis. Em sua crítica do cristianismo cultural, Wallis argumenta que a igreja da cristandade é essencialmente falha devido a suas alianças com a mídia e com as estruturas de poder político. Isso produz um nacionalismo evangélico que simplesmente perpetua a teologia do império. Por ter aceitado as grandes questões do império, todas as vezes que toma alguma posição a igreja o faz de modo equivocado. Isso gera uma igreja impotente que “salva” as pessoas ao mesmo tempo em que deixa de transformar a sociedade.

Essa, afirma Wallis, é uma completa traição do cristianismo. Na cristandade ocidental:

…essa inversão é tão completa, a cegueira tão total, que hoje em dia interesses ricos e poderosos chegam a usar a evangelização a fim de enfocar a atenção das pessoas nos seus pecados pessoais, de modo a distraí-los da realidade da exploração e da opressão.

Em vista disso Jacques Ellul, a terceira voz profética, argumenta que o cristianismo tem sido totalmente subvertido pelo estado e pelos poderes. A igreja triunfante do cristianismo, que batizou a sociedade e fez de todos os seus membros cristãos, representa o rigoroso oposto do cerne da fé cristã. Pois o cristianismo, como revelado no Novo Testamento, não pode fazer milhões de convertidos nem tem como gerar entradas de milhões de dólares. Como o cristianismo existe em conflito com a sociedade e o estado, a igreja tende a cansar-se dessa tensão. Então “toma lugar a subversão, não porque a sociedade é perversa, mas porque a revelação é intolerável”. Porém, como as pessoas dentro da cristandade não querem dar a impressão de que rejeitam o cristianismo, ele é pervertido e subvertido. Dentro desse cristianismo subvertido as forças do estado, do dinheiro, do poder, do engano, da acusação, da divisão e da destruição passam a reinar. Esses poderes só se mostram incapazes de se tornarem soberanos por causa do trabalho do Espírito Santo. O sucesso dos poderes dentro do cristianismo, sua “vitória explosiva”, só pode ser compreendido como a bem-sucedida subversão do cristianismo.

À luz do declínio da cristandade é especialmente importante ouvir essas vozes, para que não aconteça que a igreja limite-se a buscar um simples retorno à era da cristandade. Ao invés de retornar à cristandade, a igreja missional deve voltar a uma compreensão mais genuína da sua fé, uma que dê ouvidos às vozes proféticas e desconfie das alianças com poderes sócio-políticos. Como afirma Rahner, “deveríamos ficar surpresos de quão raramente a igreja entra em conflito com os detentores do poder. Isso por si só deveria fazer com que nos tornássemos profundamente desconfiados de nós mesmos”.

fonte: Poser or Prophet [via A Bacia das Almas]

Se um autor vin…

Citação

Se um autor vindo de um província perdida no meio de um continente desconhecido, chegasse a um editor com um manuscrito escrito em uma língua misteriosa, e anunciasse que sua obra seria traduzida em milhares de idiomas e dialetos; seria lida por dois milênios por centenas de milhões de pessoas de todos os continentes em todas as nações da terra; inspiraria a fundação de três religiões universais (judaísmo, cristianismo e o islamismo) além de milhares de confissões e seitas; dissesse que sua obra provocaria revoluções e guerras, e ao mesmo tempo susscitaria com a mesma intensidade entregas místicas e heroísmos nunca vistos; que sua obra dois ou três milênios após ter sido escrita continuaria a ser vendida em todo o mercado editorial do mundo com edições de milhões de exemplares por ano, e que enfim, uma enorme parte da humanidade veria nela um último recurso e sua única esperança de salvação… Dissesse ainda que sua obra fora escrita por Deus através de 40 autores diferentes, que não necessariamente foram contemporâneos entre sí, pois escreveram o texto num período aproximado de tempo de 1500 anos, e que a sua obra é a compilação de 66 livros… é preciso dizer como ele seria recebido?. (…)

É, no entanto, esta impossível aposta que a Bíblia realiza no campo do pensamento e de sua transmissão que, de fato, superou todos os limites de espaço e venceu todo o tempo. Este livro de Israel escrito em hebraico, aramaico e em grego – Novo Testamento, não surpreende apenas pela universidade e pela longevidade de sua carreira: o que faz mais ainda, (…) ao falar ao homem de todas as idades, em todas as línguas, em todos os seus níveis de consciência e de cultura.

Se um milagre é o que torna real o impossível, estamos diante de um milagre no campo da comunicação universal.

 André Chouraqui, um judeu nascido na Argélia em 1917, escritor premiado, reconhecido linguísta e tradutor de vários livros(incluindo a Bíblia e o Corão), falecido em Jerusalém no último dia 08 de Julho, escreveu isso no prefácio da sua tradução a Bíblia.