Ferramentas indispensáveis

Padrão

Para o publisher Gerson Lima, obras clássicas são essenciais à Igreja do século 21.

Em tempos de livros cristãos utilitários e com tantos lançamentos voltados a uma teologia superficial, muita gente aspira pelo retorno à solidez literária do passado. “Os clássicos mudam nossa mente e geram frutos para a eternidade”, diz um desses entusiastas, Gerson Lima – não por acaso, publisher da Editora dos Clássicos. Apaixonado por esse tipo de obra desde 1988, quando se viu sufocado pelas exigências do seminário teológico e faminto por conteúdos mais profundos acerca da Palavra de Deus, Lima é criterioso no que publica. “Buscamos sempre a direção divina para nosso trabalho”, garante. Segundo ele, não falta espaço para os clássicos – “O que falta é investimento das igrejas e lideranças”, aponta.

CRISTIANISMO HOJE – Apesar da relevância das obras clássicas, comprovada pela história, os catálogos e livrarias não têm tanto espaço para elas. Qual é o efeito disso?
GERSON LIMA – Temos uma geração cristã superficial e pragmática como resultado do que a liderança está colocando na mesa como alimento. O momento é muito delicado, pois o ramo editorial transformou-se num negócio e deixou de lado sua missão e compromisso com Deus. Publica-se o que se vende, e não o que promove a glória de Deus. Como disse A.W. Tozer, temos que decidir o que não ler. Há muita areia e pouco ouro.

Até o termo “clássico” sofreu uma redução de sentido, passando a designar, muitas vezes, bestsellers…
Realmente. O termo hoje sofre uma banalização por causa de certas estratégias duvidosas de propaganda. Mas os clássicos cristãos são obras geradas pelo encargo do Espírito Santo, por meio de homens que foram forjados na escola de Cristo. São obras aprovadas pelo tempo, que mudam o curso da história e, sempre que são lidas, colocam-nos em contato com o céu.

Que obras merecem ser chamadas de clássicas, em sua opinião?
Há obras que não podem faltar na biblioteca de qualquer leitor: A história dos hebreus, de Flávio Josefo (CPAD); O livro dos mártires, de John Fox, e O peregrino, de John Bunyan (Mundo Cristão); Cristianismo puro e simples, de C.S. Lewis (Martins Fontes); Confissões, de Santo Agostinho (Paulus), O Sermão do Monte, de Martin Lloyd-Jones (Fiel); A morte da razão, de Francis Schaeffer (ABU), e vários outros. Entre os escritores nacionais, posso destacar As duas naturezas do Redentor, de Heber Carlos de Campos. Mas também recomendo algumas obras de Augustus Nicodemus Lopes e Hernandes Dias Lopes, que, creio, logo se tornarão clássicos.

Do que ainda não saiu em português, o que a Editora dos Clássicos pretende publicar?
Ainda falta muita coisa boa. Temos o alvo de publicar as obras de G.Campbell Morgan, considerado mundialmente o príncipe dos expositores da Bíblia. Suas obras são consideradas por muitos o que há de melhor na categoria expositiva e de espiritualidade, mas não há nada dele em português. E seguiremos publicando os clássicos de T.Austin-Sparks. Segundo Christian Chen, Sparks e Tozer são considerados os maiores profetas do século 20.

O que fazer para despertar o interesse de editores, leitores e formadores de opinião cristãos para a importância dos clássicos?
Em primeiro lugar, é preciso entender essa importância. Os clássicos, como voz profética, são luz na escuridão da apostasia do cristianismo secularizado, apontando o rumo da vontade de Deus para seu povo. Também são excelentes ferramentas apologéticas, pois reavivam nossa comunhão com Deus, fincam nossos pés na Palavra e nos inspiram a uma vida santa de pregação. A Igreja deveria ser uma oficina de pensadores, constituídos pela Palavra e treinados para os múltiplos serviços cristãos. Nesse caminho, os clássicos são ferramentas indispensáveis.

Fonte: Cristianismo Hoje

Anúncios

Documentário Expedição Retratos da Seca [TV TRIBUNA]

Vídeo

Nos dias 22, 23 e 24 de fevereiro de 2013, uma equipe de jornalistas convidados pela Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (FAERN) visitou de perto a realidade das famílias rurais atingidas pela maior seca dos últimos 50 anos, no semiárido potiguar. O retrato encontrado, de morte e sofrimento, é um grito de socorro do homem do campo aos governantes, reproduzindo em toda sua intensidade neste documentário.
http://www.tribunadonorte.com.br

DEAN KARNAZES: Nossa vida não exige esforço

Padrão

Dean Karnazes (1962-) é um norte-americano corredor de ultramaratonas, escritor e considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo segundo a revista Time em 2006. Quando li coisas sobre o Dean pela primeira vez, me identifiquei no mesmo instante com sua história. Aos 30 anos, ele percebeu que odiava o emprego corporativo e largou tudo para ir atrás da sua verdadeira paixão: correr. (Eu tinha 29 quando larguei o emprego, no ano passado.) Karnazes não precisou mais olhar para trás, e virou o corredor de ultramaratonas mais conhecido do mundo, angariando fundos para organizações de caridade com suas corridas e inspirando outros a superar adversidades.

– Agradeço ao leitor ICY por me enviar esta citação.
– A citação acima vem de uma ótima entrevista que Karnazes deu à revista Outside.
Website oficial do Dean.

Fonte: outros quadrinhos

Cadastrada em:
23/06/2013

Roteiro e Arte:
Gavin Aung Than

Tradução:
Érico Assis

Letras:
Rodolfo Muraguchi

Revisão:
Fabiano Denardin

Desviou de quê?

Padrão

“E não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Atos 4:12

Há poucos dias ouvi um pastor declarar que, determinada pessoa que foi criada num ambiente de uma igreja evangélica, se desviou e foi para o mundo, e agora, estava retornando. Imediatamente, me ocorreu a pergunta:  retornando para onde?

Aqui temos uma reflexão. A igreja é chamada na Bíblia de Corpo de Cristo, logo, se alguém está no corpo está salvo. Assim, a igreja pregou por muitos séculos que a salvação vem pela identificação do crente com a igreja. “Só há salvação na igreja”. Se você pertencer a organização eclesiástica está assegurado um lugar no reino de Deus.

Esta tese precisa ser considerada com certa cautela. Não há absurdo maior do que supor que uma pessoa está salva, pelo simples fato de ser membro de uma igreja. A igreja como organização não confere qualquer privilégio em relação ao reino de Deus. Na verdade, a igreja como organização tem se constituído num foco de mundanidade onde as ambições e politicagens são fatores que impedem as pessoas de fazerem a vida do reino. Há tanta impiedade na trama eclesiástica, que somos levados a concluir que, existe mais mundo em determinadas igrejas do que no próprio mundo.

Por outro lado, chegamos ao fato que ninguém pode ser salvo sem pertencer a Igreja. Aqui há uma aparente discrepância. O termo igreja está sendo usado de maneira ambígua. É verdade. Quando falamos de igreja com letra minúscula estamos nos referindo à organização e quando tomamos Igreja com maiúscula nos reportamos ao organismo corpo vivo de Cristo. Assim, toda pessoa ao ser regenerada passa a pertencer consequentemente ao Corpo de Cristo. Mas esta Igreja não é visível. É a reunião de todos os regenerados de todos os tempos. É a Igreja universal, que não tem placa denominacional. Todos os que fazem parte desta Igreja são salvos, são filhos de Deus. Uma vez o homem sendo regenerado torna-se membro do Corpo de Cristo onde não há rejeição nem amputação. “Por um só Espírito, todos nós fomos batizados (ou incluídos) em um só corpo…” 1 Coríntios 12:13.

A Palavra de Deus nos garante que esta experiência é eterna. “E o testemunho é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho”. 1 João 5:11. Não encontramos base para a destruição do que é eterno. Quem se tornou filho de Deus não pode deixar de ser. Ninguém desnasce, ou retroage no ato do nascimento. Uma criança pode morrer depois de nascida, e ainda pode ser deserdada ou expulsa da casa de seus pais, mas não pode desnascer. Esta verdade também é viável quanto ao nascimento Espiritual. “Porque os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis”. Romanos 11:2 9. A pessoa regenerada o é eternamente.

Então o que faz um “crente” se desviar. É a falta de uma experiência real. Hebreus 5:11 a 6:8 descreve estes “inexperientes na palavra da justiça” que participaram da iluminação, como Judas lscariotes, mas não foram transformados de filhos da ira, ou da perdição, em filhos de Deus. São aqueles que se infiltram nas igrejas e dotados de certos conhecimentos tentam viver a vida de Cristo na força de sua carne, porém, percebem a impossibilidade de uma vida coerente, e, decepcionados desistem. Na realidade eles não se desviaram de Cristo ou do Evangelho porque nunca estiveram em Cristo ou no Evangelho. Desviaram sim, de uma estrutura que se apresenta como uma caricata e sem qualquer evidência de vida de Cristo. Não há possibilidade de uma pessoa estando em Cristo se desviar de Cristo.

Primeiro, porque todos que estão em Cristo, só estão porque Deus o Pai o trouxe. “Ninguém pode vir a mim se o Pai que me enviou não o trouxer”. João 6:44. 

E Jesus é enfático: ‘Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vier a mim, de modo nenhum o lançarei fora”. João 6:3 7.

E a obra de Deus é irrevogável. Segundo, “Se alguém está em cristo é nova criatura, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo.” II Corintios 5:17.

Nesta novidade não há retrocesso. Só se retorna na velha vida. A nova não tem retorno. Terceiro, a vida que ganhamos em Cristo é eterna. Logo, não pode acabar. Ninguém pode se desviar de Cristo.

“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão eternamente, e ninguém os arrebatará da minha mão”. João 10:28.

Ora, se alguém se desviou, foi da igreja como organização, e isto nada tem com a vida de Cristo. O Caminho da regeneração não tem retorno.

Atraído pela cruz e na certeza que da Sua mão nunca serei arrebatado,

Glênio Paranaguá.

O que você pensa sobre esse assunto? Você tem certeza da sua salvação?