Tendências de Consumo para 2014

Padrão

Fonte: FSB Digital
Imagem
Trendwatching acaba de lançar as tendências para o ano de 2014. Decidimos compartilhar, pois, por mais que não seja estritamente sobre o universo digital, essas tendências falam sobre consumo, comportamento do consumidor, valores e tudo que pode impactar os negócios no ano que vem em âmbito global.

Há predominância de dois principais aspectos: a valorização de empresas sustentáveis e éticas e o amadurecimento do mercado em relação às questões relacionadas ao ambiente digital – produtos conectados à internet, a discussão sobre a privacidade dos dados de clientes e a plataforma móvel sendo utilizada como autosserviço.

Se preferir, acesse aqui o conteúdo completo.

1. STATUS SEM CULPA

A maioria dos consumidores vive em uma interminável espiral de culpa. Isso acontece devido aos danos causados pelo seu consumo ‘inconsciente’, que prejudica o planeta, a sociedade ou até mesmo a si próprios. Hábitos de consumo que, por uma questão de condicionamento e vício, não conseguem ser alterados. A oportunidade para as empresas será de criar produtos e serviços com “Status Sem Culpa”, ou seja, sustentáveis e éticos. Veja alguns exemplos aqui.

2. “FORMATADO POR MULTIDÕES”

Em 2014 mais pessoas vão reunir seus dados, perfis e preferências em grupos para dar forma a novos bens e serviços. Por meio de mídias sociais, históricos de internet, comércio eletrônico, listas de leituras/seriados/filmes e músicas, serviços de GPS dos smartphones, além de outras coisas, consumidores conectados estão criando amplos perfis e deixando para trás rastros de dados que dizem respeito a tudo: de suas preferências musicais a seus deslocamentos diários. 2014 verá duas certezas:

(1) As tecnologias que facilitam a criação e o compartilhamento passivo dos fluxos de dados que vão se tornar cada vez mais onipresentes

(2) As expectativas dos consumidores se ampliam – mais uma vez – por meio dessa onipresença. Isso significa que o pessoal conectado chegou à maioridade, por meio do CROWDSHAPING: novos produtos e serviços adaptados de acordo com as preferências ou comportamentos agregados de grupos (grandes e pequenos) de consumidores, da maneira como são expressados por meio de seus dados.

3. “FEITO MAIS VERDE PELA/PARA A CHINA”

Em 2014, as percepções da China darão mais uma guinada importante, na medida em que os consumidores se derem conta de que o país está se transformando, com rapidez, no epicentro de inovações ecológicas verdadeiramente inovadoras e superiores. Essa mudança será impulsionada pelas iniciativas incansáveis e em larga escala da China para tratar de enormes desafios ambientais como energia, transporte, construção e outros. Na verdade, a ideia entre muitos consumidores no mundo todo de que as marcas chinesas ficam para trás no quesito do pensamento ecológico talvez seja uma das últimas grandes vantagens competitivas de que as marcas “ocidentais” ainda desfrutam.

Quando esse preconceito for derrubado, uma das últimas barreiras que afasta as marcas chinesas dos consumidores globais não existirá. Este é apenas mais um pequeno, porém fundamental, momento no re-mapeamento do consumo global.

4. “MINHA-PSICO” (MYCHIATRY)

Em 2014, o interesse dos consumidores por produtos e serviços “Quantified Self” vai continuar a crescer na medida em que relógios inteligentes e outros acessórios tecnológicos, e de preço acessível, chegam ao mercado.
Até agora, boa parte da atenção do setor tem se voltado à saúde física. O próximo passo? Os consumidores vão cada vez mais ver seus smartphones como aparelhos que fornecem assistência total a seu estilo de vida. A penetração quase total dos smartphones em vários mercados significa que os consumidores vão cair de boca em inovações que ajudem a acompanhar e melhorar o bem-estar mental e físico.
Dois tipos de consumidores que alimentam esta tendência:
– Aqueles para quem a saúde mental – assim como a forma física, o progresso da carreira e as conquistas acadêmicas – é uma nova marca de sucesso.
– Os consumidores sem tempo, com trabalho demais, estressados e tomados pela ansiedade, para quem as inovações MYCHIATRY oferecerão o alívio tão necessário das pressões da vida moderna.
E não importa o setor em que você atua, a tendência MYCHIATRY deve suscitar muita conversa a respeito dos rumos futuros da megatendência de fortalecimento do consumidor e do autosserviço por meio da tecnologia.

5. “SEM DADOS” (NO DATA)

Como 2013 testemunhou, houve uma enxurrada de marcas que sofreram “quebras de privacidade” e revelaram assim informações sobre os seus consumidores, além das ações que vazaram de uma agência do governo; hoje não é apenas uma minoria paranóica que está incomodada com essa situação. Isto tudo leva a oportunidade, em 2014, para marcas “SEM DADOS”: marcas que oferecem ótimos serviços ao mesmo tempo em que deixam de coletar dados pessoais.

Dados:

– 82% dos consumidores globais acreditam que as empresas coletam informações demais sobre eles (Adobe, junho de 2013)
– 86% dos usuários de internet dos EUA tentaram remover ou mascarar suas atividades online, apesar de apenas 37% deles acreditarem que é possível permanecer completamente anônimos online (Pew Research Center, setembro de 2013)
– 93% dos usuários de email acreditam que deveria ser possível optar por não ter o conteúdo de suas mensagens escaneadas para oferecimento de propaganda personalizada  (GfK & Microsoft, novembro de 2013)

O desafio das empresas vai ser encontrar equilíbrio entre os benefícios muito reais da coleta e utilização de dados (recomendações, vendas cruzadas, personalização, renda de anúncios acentuada e mais) e conquistar a confiança de consumidores cada vez mais hackeados.

6. THE INTERNET OF CARING THINGS “A INTERNET DAS COISAS QUE CUIDAM”

Tudo que for excepcional, que os “objetos conectados” possam fazer pelos consumidores, seja monitorar ou aprimorar a saúde, ajudá-los a economizar dinheiro ou a executar tarefas, será recebido com alegria no ano que vem e nos anos que estão por vir. Veja aqui alguns exemplos.

“A Internet das Coisas vai agregar U$ 1,9 trilhão de valor econômico à economia global em 2020.” (Gartner, outubro de 2013)

“Em 2009, havia 2,5 bilhões de aparelhos conectados, em sua maior parte, eletrônicos pessoais como celulares e PCs. Em 2020, haverá até 30 bilhões de aparelhos conectados, sendo que a maior parte será de produtos.” (Gartner, outubro de 2013)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s