Uma Carta de Jim Elliot a seus Pais

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Jim Elliot, que morreu como mártir nas praias do Equador, a seus pais quando lhes disse que estava partindo:

“Não me surpreende que vocês fossem entristecidos com a notícia da minha ida para a América do Sul. Isso não é nada mais do que aquilo que o Senhor Jesus nos advertiu quando ele disse aos discípulos que deveriam se tornar tão apaixonados com o reino e em segui-lo de tal forma que todas as outras alianças devem se tornar como se nunca tivessem sido feitas. E ele nunca excluiu o laço familiar. Na verdade, esses amores que consideramos como mais íntimo, ele nos disse que deveriam se tornar como ódio, em comparação com os nossos desejos de defender sua causa. Não se entristeçam, então, se os seus filhos parecem abandoná-los, mas, em vez disso, alegrem-se de ver a vontade de Deus realizada com alegria. Lembrem-se como o salmista descreveu os filhos? Ele disse que eles eram como uma herança do Senhor, e que todo homem deveria ficar feliz se tivesse a sua aljava cheia deles. E do que é cheia uma aljava  senão de flechas? E para que servem as flechas se não forem para serem atiradas? Assim, com os braços fortes da oração, puxa-se a corda do arco para trás, lançando as flechas — todas elas, direto nos exércitos do Inimigo.”

‘Consagre teus filhos para levarem a mensagem gloriosa, Dê de tuas riquezas para acelerá-los em seus caminhos, Derrama a tua alma por eles em oração vitoriosa, E tudo o que gastastes, Jesus te retribuirá.’”

Do original: A Letter From Jim Elliot To His Parents

Por: Jim Elliot

Tradução: Victor Brito; Revisão: Vinicius Musselman.

OriginalUma Carta de Jim Elliot a seus Pais

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Combatendo o pecado com adoração por Tim Keller

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Todas as nossas ações pecaminosas têm um poder suicida sobre as capacidades que levam essa ação adiante. Quando você peca com sua mente, esse pecado paralisa a racionalidade. Quando você peca com suas emoções, esse pecado paralisa as emoções. Quando você peca com sua vontade, esse pecado destrói sua força de vontade e seu autocontrole. O pecado é a ação suicida do eu contra si mesmo. O pecado destrói a liberdade, pois o pecado é um poder escravizador. 

Em outras palavras, o pecado tem um efeito poderoso no qual sua liberdade – sua liberdade para querer o bem, para desejar o bem e para pensar e entender o bem – está sendo completamente minada. Com o pecado você perde cada vez mais e mais a sua liberdade. O pecado mina a sua mente, mina suas emoções e mina a sua vontade.

O Pecado é um Vício

Todo pecado é um vício. Quer seja amargura, que seja inveja, quer seja materialismo, quer seja preguiça, quer seja impureza – toda atitude pecaminosa se torna um vício. Toda atitude pecaminosa traz à sua vida um poder que trabalha exatamente como o vício, e a dinâmica dos círculos viciosos começa a atuar.

Em outras palavras, nos casos específicos de vício de droga ou álcool, ou voyeurismo, ou vícios sexuais, na verdade você tem microcosmos de como o pecado funciona em geral.
Você sabe como o vício funciona. Começa assim: Há algum tipo de desapontamento ou aflição na sua vida. Como resultado, você escolhe lidar com essa aflição com um agente; pode ser o sexo, pode ser as drogas, pode ser o álcool. O agente promete superação. O agente promete liberdade, uma sensação de estar no controle, uma sensação de estar acima de tudo isso, uma sensação de estar livre, uma sensação de escape. Então você o faz. Mas quando você o faz, quando você usa o agente viciante para lidar com a vida, a armadilha está armada.

A armadilha está armada porque três coisas começaram a acontecer:

1. Tolerância.

Você fica preso naquilo que os especialistas chamam de “efeito de tolerância”. Em outras palavras, o efeito de tolerância é que essa ou aquela quantia de álcool ou drogas, ou esse tipo de experiência sexual que você experimenta hoje, não será nada em comparação ao que você desejará amanhã. A mesma atividade não te dará mais a mesma sensação e você se encontrará querendo mais, e mais, e mais. O que lhe trouxe alegria ontem não será o bastante para lhe dar alegria amanhã, porque suas emoções estão paralisando e adormecendo. Há um efeito de tolerância

2. Negação.

O vício destrói por causa da negação. Todos sabemos que um dos padrões do vício é que o seu desejo faz com que você racionalize e justifique. Ele distorce o seu pensar. Você se torna seletivo no seu raciocínio, seletivo sobre sua memória. Você fará todo tipo de racionalização distorcida, mas recusa pensar claramente e objetivamente. Você não consegue.

3. Derrota.

Vícios destroem a força de vontade. Quando você acha que desobedecer a Deus trará liberdade, a própria atitude que promete liberdade está tomando sua liberdade. A própria atitude que você acha que colocará você no controle da sua própria vida está, na verdade, tirando o controle da sua vida.

Brincando com Fogo

A Bíblia define pecado como desejar algo mais do que a Deus. O pecado faz com que alguma coisa seja mais importante do que Deus. Se você é religioso somente de vez em quando, se Deus não ocupa o centro da sua vida, isso é a essência do pecado, e esse pecado cresce.

Jonathan Edwards diz que o pecado faz com que o coração vire chamas. Portanto, assim como nunca houve um incêndio que disse “chega de combustível, estou satisfeito”, assim também não há um coração em pecado que diga “Já tive sucesso o bastante. Já tive amor o bastante. Já tive aprovação o bastante. Já tive conforto o bastante”. Ah, não. Quanto mais combustível você coloca no fogo, mais o fogo aumenta, e quanto mais ele aumenta, mais ele precisa, e ele está consumindo mais oxigênio e requer mais combustível.

Esse é o âmago do fogo. Da próxima vez que você estiver irritado, ou mal disposto, ou irritável, ou assustado, ou no fundo do poço, pergunte a você mesmo: Isso que estou me dizendo me deixaria feliz se ao menos eu tivesse isso? No fundo de tudo há um “se ao menos”. O que quer que seja o seu “se ao menos”, ele se tornará seu senhor, seu vício. Ele destruirá você.

Isso explica porque uma mentira precisa de outra mentira. Inveja precisa de mais inveja. Racismo precisa de mais pensamentos racistas.Ciúme precisa de mais pensamentos ciumentos. Amargura precisa de mais pensamentos amargos. No começo, quando você diz uma primeira mentira, você ainda tem um apetite pela verdade, mas isso não dura muito. O pecado é um poder. E as coisas que você deseja tornam-se senhoras sobre você porque no seu coração essas coisas queimam com essa ideia: se ao menos. Tudo estaria bem se ao menos eu tivesse aquilo. Isso cria uma sucção na sua vida. Quanto mais você a alimenta, mais ela quer.

Vencendo o Tiroteio

Se você é cristão e está lidando com hábitos escravizadores, não é o bastante dizer, “assim está ruim, cristão, pare com isso”. E não é o bastante você se espancar ou meramente tentar mais, e mais, e mais.

O real motivo pelo qual você está enfrentando problemas com hábitos escravizadores é que você não está experimentando Deus. Não estou falando de crer em Deus ou até mesmo de obedecer a Deus, eu estou falando de experimentar Deus.

O segredo para a liberdade dos padrões escravizadores do pecado é a adoração. Você precisa de adoração. Você precisa de uma grandiosa adoração. Você precisa de adoração em prantos. Você precisa de adoração gloriosa. Você precisa sentir a grandeza de Deus e ser movido por ela – movido a chorar e movido a rir – movido por quem Deus é e pelo que Ele fez por você. E é necessário que isso ocorra a todo o momento.

Esse tipo de adoração é a única coisa que pode substituir essa chama do “se ao menos” no seu coração. Precisamos de um novo fogo que diz: “Se ao menos eu pudesse ver o Senhor. Se ao menos Ele estivesse perto do meu coração. Se ao menos eu pudesse senti-lo tão grande quanto sei que Ele é. Se ao menos eu pudesse saborear Sua graça tão doce quanto sei que é”.

E quando esse se ao menos estiver queimando no seu coração, então você estará livre.

Traduzido por Natália Moreira | iPródigo.com | Original aqui

Uma conversa entre Lewis e Tolkien

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    Alister McGrath

    O capítulo final de Surpreendido pela alegria fala de forma breve e atormentadora sobre a transição de Lewis do teísmo “puro e simples” para o cristianismo. Lewis se esforça para deixar claro que essa conversão não teve nada a ver com desejo ou anseio…

    A retórica de Lewis nesse ponto parece sobrepujar uma antiga caricatura ateísta da fé, entendida como “realização de um desejo”. Essa ideia, classicamente formulada por Sigmund Freud (1856-1939), procede de uma linhagem intelectual que tem suas raízes nas brumas do tempo. Segundo essa visão, Deus é um sonho consolador dos frustrados, uma muleta espiritual para os inadequados e carentes.  Lewis se distancia de qualquer ideia dessa natureza. A existência de Deus, insiste ele, não era algo que desejava ser verdadeiro. Ele apreciava demais sua independência para isso. “Eu sempre quis, acima de tudo, não ‘sofrer nenhuma interferência’.” Com efeito, Lewis se viu confrontado por algo que ele nãodesejava que fosse verdadeiro, mas foi forçado a aceitar que era verdadeiro.

    [Nas correspondências para seu amigo Greeves] Lewis explicou que sua dificuldade [de passar da crença em Deus para a crença definitiva em Cristo, no cristianismo] tinha sido não conseguir ver “como a morte de Outra Pessoa (quem quer que fosse) dois mil anos antes poderia nos ajudar aqui e agora”. Uma incapacidade de ver sentido nisso o impedira de avançar “durante o último ano ou mais ou menos isso”. Ele podia admitir que Cristo pudesse ser um bom exemplo, mas nada além disso. Lewis percebia que o Novo Testamento tinha uma visão muito diferente, usando termos como propiciação  ou sacrifício para referir-se ao significado desse evento. Mas essas expressões, declarava Lewis, lhe pareciam “bobas ou chocantes”.

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    foi a abordagem de Tolkien que parece ter aberto as portas para Lewis, mostrando-lhe uma nova maneira de ver a fé cristã… Tolkien ajudou Lewis a perceber que o problema estava não em sua incapacidaderacional  de entender a teoria, mas em sua incapacidade imaginativade captar o significado dela. A questão não dizia respeito primariamente à verdade, mas ao significado. Quando lidava com a narrativa cristã, Lewis se limitava à sua razão pessoal quando deveria abrir-se para as intuições mais profundas de sua imaginação.

    Tolkien argumentou que Lewis deveria abordar o Novo Testamento com o mesmo senso de abertura e expectativa imaginativa que, em seus estudos profissionais, o levaram à leitura de mitos pagãos. Mas como Tolkien argumentou, havia uma diferença decisiva. Conforme Lewis se expressou na sua segunda carta a Greeves: “A história de Cristo é simplesmente um mito verdadeiro: um mito que atua em nós da mesma forma que os outros mitos, mas com essa tremenda diferença de que isso realmente aconteceu”.

    O leitor deve avaliar que a palavra mito não está sendo aqui empregada no sentido amplo de um “conto de fadas” ou no sentido pejorativo de uma deliberada mentira com o intuito de enganar”. Essa é a maneira como Lewis entendia outrora os mitos – como “mentiras sussurradas através da prata”. Como foi empregado na conversa entre Lewis e Tolkien, o termo mito deve ser entendido em seus sentido literário técnico, se se quiser avaliar a importância dessa troca de ideias.

    Para Tolkien, um mito é uma história que transmite “coisas fundamentais”; em outras palavras, que tenta nos falar sobre a estrutura mais profunda das coisas. Os melhores mitos, argumenta ele, não são falsidades construídas deliberadamente, mas são contos criados pelas pessoas para captar os ecos de verdades mais profundas. Os mitos nos apresentam um fragmento dessa verdade, não sua totalidade. Eles são como fragmentos estilhaçados da verdadeira luz. Para Tolkien, entender o significado do cristianismo era mais importante do que entender sua verdade. Esse entendimento proporcionava um quadro total, unificando e transcendendo percepções fragmentadas e imperfeitas.

    Não é difícil ver como a maneira de pensar de Tolkien trouxe clareza e coerência para a confusão de ideias que tanto agitavam a mente de Lewis nessa época. Para Tolkien, um mito desperta em seus leitores o desejo por algo situado além de seu alcance. Os mitos têm uma capacidade inata de expandir a consciência dos leitores, permitindo-lhes ir além de si mesmos. Na melhor das hipóteses, eles oferecem o que Lewis mais tarde denominou “um real embora desfocado vislumbre da verdade divina incidindo sobre a imaginação humana”. O cristianismo, em vez de ser um mito entre muitos outros, é assim a realização de todas as outras religiões mitológicas anteriores. Ele narra uma história verdadeira sobre a humanidade, que confere sentido a todas as histórias que a humanidade conta sobre si mesma.

    Está claro que a maneira de pensar de Tolkien tocou Lewis profundamente. Ela respondeu a uma pergunta que havia atormentado Lewis desde sua adolescência: como apenas o cristianismo poderia ser verdadeiro, e tudo o mais, falso? Lewis agora percebeu que ele não precisava declarar que os grandes mitos da era pagã eram totalmente falso; eles eram ecos ou antecipações da verdade plena, que foi dada a conhecer apenas na fé cristã e por meio dela. O cristianismo confere plenitude e completude a percepções imperfeitas e parciais acerca da realidade, espalhadas na cultura humana. Tolkien deu a Lewis uma lente, um jeito de enxergar as coisas, que lhe permitiu ver o cristianismo como algo que traz plenitude a esses ecos e sombras de verdades que surgiam do questionamento e anseio humano. Se Tolkien estivesse certo, “deveria haver” semelhanças entre o cristianismo e as religiões pagãs. Só haveria problemas se essas semelhanças não existissem.

    Talvez o mais importante é que Tolkien permitiu a Lewis religar o mundo da razão com o mundo da imaginação…

    O cristianismo, percebeu Lewis, lhe permitia afirmar a importância do anseio e da saudade numa narrativa razoável da realidade. Deus era a verdadeira “fonte de onde aquelas flechas de Alegria haviam sido disparadas […] desde a infância”. Assim, a razão, bem como a imaginação, eram afirmadas e reconciliadas pela visão cristã da realidade. Dessa forma, Tolkien ajudou Lewis a perceber que uma fé “racional” não era necessariamente estéril do ponto de vista imaginativo e emocional. Entendida corretamente, a fé cristã podia integrar a razão, o anseio e a imaginação”.

    Fonte: “A vida de C.S. Lewis” [via Nossa Brasilidade]

O Hobbit: um antídoto para a chatice imbecilizante do laicismo

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As histórias de J.R.R. Tolkien podem ser uma galinha dos ovos de ouro para a indústria do cinema, mas também podem ser uma ferramenta das mais eficazes para a evangelização.

Acaba de ser lançada a segunda parte da trilogia O Hobbit, filmada por Peter Jackson e intitulada A Desolação de Smaug. O filme é o quinto de uma linha extremamente bem-sucedida de filmes baseados nos livros que J.R.R. Tolkien ambientou no seu mundo ficcional, a Imagemles atraem grandes públicos, têm efeitos especiais espetaculares e conquistam o entusiasmo de quase todo o mundo. Mas a coisa mais incrível a respeito deles talvez seja o fato de que eles são absoluta, integral e completamente permeados de catolicismo.
J.R.R. Tolkien era um católico devoto e, apesar de seus livros não serem alegorias, são um reflexo da maneira como ele via o mundo.”Tolkien sempre afirmou que a sua imaginação se alimentava na fonte da fé católica”, diz Paul Gondreau, professor de Teologia no Providence College. “Não é de surpreender que muitos temas dominantes em O Hobbit (e em O Senhor dos Anéis, já que O Hobbit é uma espécie de prefácio à posterior trilogia) sejam profundamente cristãos”.”Esses temas incluem a realidade do bem e do mal e de que o bem sempre triunfa sobre o mal; a lei natural (num famoso escrito, Tolkien afirma que as leis da ‘segunda criação’, ou seja, da mitologia literária, devem imitar as leis da natureza do mundo real); o caos moral e físico que o desrespeito à lei natural provoca; o sentido paulino da ‘loucura da cruz’, em que os instrumentos escolhidos por Deus para a salvação são sempre um tapa na cara da ‘sabedoria’ humana (como os hobbits, e em particular Bilbo Bolseiro); a vida como uma jornada de passagem e o fato de que ‘não temos aqui nenhuma cidade permanente’ (Hb 13,14); os temas joaninos da luz e da escuridão (a Floresta de Mirkwood); o tema bíblico da administração do mundo pelo homem, incluindo o cuidado do meio ambiente, dos nossos corpos e do reino animal de forma responsável; e assim por diante”.

O premiado jornalista Tim Drake concorda: são os temas cristãosque fundamentam a história. “O escritor e professor católico Joseph Pearce afirma que O Hobbit aborda a jornada cristã do sacrifício pessoal por amor aos outros e o abandono confiante nas mãos da providência e da graça, que é um tema retratado nas ações de Bilbo ao longo de toda a história. Eu concordo com Pearce”.

O conforto é chato

Então por que a nossa cultura laica o abraça? Professor no Thomas Aquinas College, Andrew Seeley opina: porque o laicismo é monótono diante do mundo dramático que Tolkien imaginou.

“A nossa sociedade fez da obtenção do conforto uma grande arte. Não queremos aventuras; não, pelo menos, aventuras reais que envolvam perigo, estranheza e incerteza. O Hobbit desperta em nós, especialmente nos jovens, o desejo de deixar para trás uma vida segura, confortável, para encontrar o incrivelmente bonito, para sermos ferozes contra o mal terrível”. E acrescenta: “Eu acho que o papa Francisco iria aprovar isso”.

O sacerdote e escritor pe. John Bartunek diz que leu pela primeira vez a história pouco antes de se tornar cristão. “Eu li O Hobbit pela primeira vez na minha adolescência, no mesmo ano em que virei cristão. O que me moveu no livro tem uma ligação real com aquilo que me fez querer ser cristão”.

“Em O Hobbit, um sujeito comum (Bilbo Bolseiro) se envolve numa história extraordinária, numa aventura (…) Ele descobre que existe uma grande história acontecendo, uma batalha milenar entre o bem e o mal, e se sente chamado a fazer parte dessa história, ou melhor, a desempenhar um papel dentro dessa história. Ao correr esse risco generosamente, ele descobre um significado mais profundo para a sua vida. Isso é exatamente o que eu descobri quando me encontrei com Cristo. De repente, os horizontes de uma história muito maior –nada menos que a história da salvação- se abriram diante de mim. Eu vi que, ao me chamar para segui-lo, Jesus estava me convidando a fazer parte da grande aventura de construir o seu Reino. E esse apelo ressoou na minha alma com mais profundidade do que qualquer outra coisa que eu já tivesse sentido antes”.

Lições importantes para hoje

“A maior lição”, escreve John Zmirak, “é a de encontrar grandeza no ‘pequeno caminho’ que Deus preparou para você, é a de viver a vocação e servir os outros, é agir com justiça, trabalhar duro e amar com fidelidade”.

Edward Mulholland, professor de Línguas Modernas e Clássicas no Benedictine College, nos EUA, destaca a batalha entre o bem e o mal que fica evidente em O Hobbit. “As pessoas têm a necessidade de acreditar que existem coisas pelas quais vale a pena lutar, mesmo quando as chances parecem mínimas. Esse conflito é a verdadeira fonte da aventura (…) Cada geração tem que lutar pela vitória da justiça. Ela nunca é garantida num mundo decaído”.

Historiador da Igreja, o pe. John McCloskey concorda com Mulholland: “Há guerras que valem a pena. Existem o bem e o mal e existem criaturas sobrenaturais maiores do que nós. A virtude daesperança nunca é jogada fora quando a luta é entre o bem e o mal”.

sources: Aleteia

Porquê Switchfoot não canta músicas cristãs

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O vocalista Jon Foreman foi perguntado se Switchfoot é uma banda “cristã”. Sua resposta vale a pena ponderar.


Switchfoot vai secular. Mais ou menos.

“Para ser honesto , esta questão me entristece, porque sinto que ela representa um problema muito maior do que simplesmente algumas músicas do Switchfoot. Na verdadeira forma socrática, deixe-me lhe fazer algumas perguntas: Lewis ou Tolkien mencionam Cristo em qualquer de suas séries de ficção? As sonatas de Bach são cristãs? O que é mais semelhante a Cristo, alimentar os pobres, fabricar móveis, limpar banheiros ou pintar um pôr do sol? Há um cisma entre o sagrado e o secular em todas as nossas mentes modernas.

A visão de que um pastor é mais “cristão” do que um treinador de um time de voleibol feminino é falha e herética. A posição que um líder de adoração é mais espiritual do que um zelador é condescendente e falha. Essas vocações e propósitos diferentes demonstram ainda mais a soberania de Deus.

Muitas canções são dignas de serem escritas. Switchfoot escreverá algumas; Keith Green, Bach e talvez você mesmo tenha escrito outras. Algumas dessas canções são sobre redenção, outras sobre o nascer do sol, outras sobre nada em particular: escritas pela simples alegria da música.

Nenhuma dessas músicas nasceu de novo, e nesse sentido, não existe tal coisa como música cristã. Não. Cristo não veio morrer por minhas músicas, ele veio por mim. Sim. Minhas músicas são uma parte da minha vida. Mas, julgando pelas Escrituras, só posso concluir que o nosso Deus está muito mais interessado em como eu trato os pobres, os quebrantados e os famintos, do que com os pronomes pessoais que eu uso quando eu canto. Eu sou um crente. Muitas dessas músicas falam sobre essa crença. A obrigação de dizer isso ou fazer aquilo não soa como a gloriosa liberdade que Cristo morreu para me dar.

No entanto, eu tenho uma obrigação, uma dívida que não pode ser quitada por minhas decisões líricas. Minha vida será julgada por minha obediência, e não por minha capacidade de limitar as minhas letras nessa ou naquela caixa.

Todos temos vocações diferentes; Switchfoot está tentando obedecer ao que fomos chamados. Não estamos tentando ser Audio Adrenaline ou U2 ou POD ou Bach; estamos tentando ser Switchfoot. Uma canção que tem as palavras “Jesus Cristo” não é nem mais nem menos “cristã” do que uma instrumental (já ouvi muita gente dizer “Jesus Cristo” e não estavam falando sobre o seu redentor). Jesus não morreu por nenhuma de minhas músicas. Portanto, não há hierarquia de vida ou músicas ou ocupação, só há obediência. Temos um chamado para tomar a nossa cruz e seguir. Podemos ter certeza de que essas estradas serão diferentes para todos nós. Assim como você tem um corpo e cada parte tem uma função diferente, assim também, em Cristo nós, que somos muitos, formamos um só corpo e cada um de nós pertencemos uns aos outros. Por favor, seja lento em julgar “irmãos” que têm um chamado diferente.”

Fonte: http://ctkblog.com/2013/12/05/why-switchfoot-wont-sing-christian-songs/

˜˜˜

Você tem sido  fiel ao Senhor em todas as  áreas da sua vida?

Precisamos perder  essa visão dualista de viver. Tudo é para o Senhor.  Vivendo integralmente.

E Deus encarnou…

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Jesus está conosco em suas palavras, no que ele deseja e pensa a nosso respeito. Jesus Cristo, o próprio Deus, dirige-se a nós através de cada ser humano.

A outra pessoa, aquele desconcertante e inescrutável Outro, é a demanda de Deus sobre nós, é o próprio Deus vindo ao nosso encontro.

Enquanto existirem seres humanos Cristo vagueará pela terra, como o seu próximo, como aquele através de quem Deus chama você, fala com você, faz demandas a você. Esta é a grande urgência e a grande benção da mensagem do Advento: que Cristo está à porta, está vivo na forma das pessoas ao nosso redor. Você abrirá ou fechará a porta para ele?

Devemos reaprender a compreender o significado da solidariedade humana: Deus quer seres humanos, não fantasmas que evitam o mundo. Ele fez da terra nossa mãe. Se você tem anseio por Deus, abrace o mundo; se quer encontrar a eternidade, sirva o momento presente.

Dietrich Bonhoeffer

Vocês São Uma Geração Perigosa

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Por Melody Green

Dica do amigo Ezequiel Netto.

Você já assistiu a um filme em cujo roteiro, o tempo inteiro, estão tentando matar alguém – só que essa pessoa não percebe que está sendo perseguida? Coisas estranhas acontecem, uma após a outra: a vítima escapa por pouco, pensa que foi apenas um acidente; uma explosão quase a atinge, e assim vai. O espectador sabe o que está acontecendo. Espera ansiosamente que a pessoa logo perceba que estão tentando eliminá-la. Que é um alvo para o inimigo.

Entretanto é necessário que transcorra mais da metade do filme para que o “alvo” se perceba em perigo. Finalmente, quando a “ficha cai”, ele começa a ficar esperto. A fugir do perigo. A defender-se. A driblar os tiros. A planejar contra-ataques. A ganhar.

Porém, mesmo depois de descobrir que é um alvo, geralmente é só no finalzinho do filme que consegue compreender POR QUE está sendo perseguido, POR QUE é um alvo. Finalmente, percebe que é algo em seu poder, ou algo que sabe… ou, talvez, simplesmente por ser quem é… que faz com que seja tão importante sua eliminação pelo inimigo.

É exatamente isso que acontece com a sua geração.

Às vezes, é necessário reconhecer a intensidade do ataque do inimigo para poder perceber o tamanho da ameaça que você representa –  quão perigosos você e sua geração realmente são.

Sua geração é uma enorme ameaça ao inimigo. Por quê? Por causa do tamanho do chamado de Deus sobre suas vidas. Por causa da tremenda e intensa unção que Deus há de colocar sobre vocês, assim que reconhecerem QUEM são, de fato, nele. Sua geração não se parece com nenhuma outra que tenha vivido até agora. Sobre ela está a unção dos últimos dias – que cura os doentes, levanta os mortos, e introduz multidões no Reino através do seu testemunho e ministério. Há um poderoso chamado sobre toda sua geração.

É por isso que o inimigo deseja eliminar sua vida. É por isso que tem preparado tantas armadilhas para você.

Pense sobre isso.

Em primeiro lugar, há as drogas. Muitos tipos de drogas. Até algumas gerações atrás, havia somente erva (maconha) e ácido (LSD), além de algumas substâncias mais fortes. Hoje existem muito mais variedades de drogas. Além da maior diversidade, são mais fortes do que as anteriores – e mais fáceis de serem obtidas. Quem conseguiria cumprir o destino de sua vida com uma mente confusa e embotada?

Depois, tem o problema do sexo. Bem, sempre existiu o sexo. Mas agora com a AIDS e as várias DST (doenças sexualmente transmissíveis), você pode morrer como conseqüência de praticar o sexo – mesmo que seja uma só vez. É impossível cumprir o seu destino se estiver doente – ou morto.

Existe muito abuso sexual também. Uma grande porcentagem de vocês já foi abusada sexualmente, estuprada, molestada. O que antes acontecia de vez em quando agora acontece o tempo todo – e a maior parte disso se passa aí mesmo no seu lar.  Pai, irmãos, irmãs, parentes… ou outra pessoa em quem você achava que podia confiar estão entre aqueles que provocam tais abusos. Existe muito mais abuso físico e emocional também – coisas que o degradam e o fazem sentir como se fosse nada, reduzido a zero. Um ninguém. Como quem já morreu. Como se estivesse desistindo antes mesmo de começar.

Todas essas coisas ferem o seu coração e podem arruinar sua vida caso você decida ficar por conta própria e nunca se entregar para Jesus. É difícil pensar sobre cumprir o seu destino quando está lidando com tanta dor no coração, tanto desespero.

E, para dar o toque final, o inimigo tem garantido que esta geração receba sua dose diária de violência, maldade e indiferença. Os menores, mais fracos e menos atraentes ou inteligentes tornam-se as maiores vítimas. O inimigo tenta implantar a idéia de que não há problema em zombar ou não se importar quando outra pessoa está machucada – ou mesmo quando você próprio for ferido. É só agir como se não se importasse. E logo você acaba acreditando que realmente não se importa.

Tudo faz parte de um grande, horrível ciclo.

Há muito mais motivo hoje para se irar, ficar amargurado, confuso, para sentir-se traído – e há tantas mensagens lá fora tentando convencê-lo a endurecer seu coração, a fazer parte de gangues mais duronas, a adquirir armas maiores, a tomar drogas mais fortes, a ter mais sexo – qualquer coisa para tornar seu coração e sua mente ainda mais insensíveis do que já estão, o anestésico que oculta a profundidade da dor. Afinal, a realidade é tão insuportável. O inimigo está dizendo a alguns de vocês para aliviarem um pouco da sua dor emocional machucando outros, ou até mesmo causando genuína dor física em si mesmos. Alguns de vocês sabem exatamente do que estou falando.

E, depois, há o maior de todos. O maior ataque que já houve sobre uma geração.

Você sabia que o inimigo considera sua geração tão perigosa que provavelmente tentou até matar você antes de nascer? Se você está vivo, lendo este artigo agora – e tiver menos que vinte e cinco anos – você é um sobrevivente da maior guerra na história da humanidade. É a guerra do aborto. Só nos Estados Unidos, mais de vinte milhões da sua geração foram mortos antes de verem a luz do dia. Pense nos irmãos, irmãs, primos e bons amigos que você poderia ter se não fosse esse método de eliminar vidas indesejadas. Os números são aterradores, e a guerra do aborto continua sem trégua até hoje. Alguns de vocês até já evitaram a paternidade ou a maternidade dessa forma – o que provavelmente os encheu da sensação de culpa. Quem pode cumprir o seu destino quando está cheio de culpa?

Você acha que tudo isso estaria acontecendo se sua geração não fosse uma ameaça tão grande ao inimigo? Tem de haver alguma coisa sobre vocês que faz Satanás odiá-los tanto, que o faz ter tanto medo de que sobrevivam, de que tenham uma mente sadia e de que cumpram seu destino em Deus. E é simplesmente isto:

Vocês são uma geração escolhida. Escolhida por Deus para fazer grandes proezas no nome dele.

Satanás sabe que se não conseguir aprisioná-lo em suas garras, certamente você se virará contra ele com intensa vingança. Ele sabe que há dentro de você um cuidado que Deus lhe deu em favor dos fracos e perdidos. Que você tem um forte senso de justiça e integridade. Que quando você for plenamente conquistado pelo coração de Deus, sua vida fará estragos arrasadores ao reino inimigo. É por isso que o inimigo tem tentado eliminar você o quanto antes. E se não puder eliminá-lo, ele vai querer arruiná-lo de alguma forma – ou levá-lo a fazer coisas tão horríveis que achará que Deus nunca o perdoaria. Ou que jamais o usaria. Que jamais o aceitaria. Tudo isso faz parte de uma MENTIRA descarada.

Nunca é tarde demais para voltar-se para Jesus. Nunca é tarde demais para pedir perdão. Nunca é tarde demais para retribuir ao inimigo tudo que fez contra você – e tudo que o levou a fazer contra outros. Enquanto tiver fôlego de vida, você pode usá-lo para invocar o nome do Senhor. Ele certamente virá e o salvará.

De fato, as mentiras do inimigo já foram expostas. Você não precisa ser destruído. Pelo contrário, se quiser, você pode fazer coisas incríveis para Deus. As coisas difíceis pelas quais tem passado, até as coisas erradas ou malvadas que praticou, todas elas contribuirão para lhe dar um coração maior em favor daqueles que ainda estão emaranhados na teia de Satanás. Você vai poder compreender por que fizeram algumas das coisas que praticaram. Também vai poder lhes dar esperança. Você terá grande fé que suas vidas podem ser viradas radicalmente em direção a Deus, pois foi isso que aconteceu com você.

O que Satanás planejou para o mal, Deus usará para o bem, se você o deixar.

Já é tempo de sua geração dar a Satanás a paga devida. É por isso que é imperativo que você ande com Deus. Que seja servo DELE e não servo do inimigo. Quando anda com Deus, você não só receberá o que ele tem para sua vida, mas também uma porção de tudo que tem reservado para sua geração – para este tempo e momento da história.

O mundo será abalado quando vir a sua geração se movendo no poder do Espírito Santo. Quando virem sua compaixão e amor – e o favor que Deus lhes deu.

A unção e o chamado de Deus sobre sua geração são coisas que Satanás não quer que você descubra. Jesus está mais interessado que você ande dentro do seu destino do que você mesmo. Ele está comprometido com você. Ele fará com que seu destino se cumpra. Ele o curará. Apenas segure na mão dele e peça a sua graça, misericórdia e perdão.

Talvez você se sinta indigno. Mas todos nós o somos, não é? É só pela graça de Deus que qualquer um pode fazer algo digno. Se você não está andando com Deus, é tempo de correr para os braços dele. Não procure nenhum atalho. Só CORRA a ele e deixe que ele o lave e purifique.

É tempo de deixar o passado para trás. Reconheça que é um alvo do inimigo. Fique esperto. Drible os tiros. Ache uma estratégia. E dê a largada.

Pare de fazer o jogo do inimigo. Vire o jogo contra ele. Você é perigoso. Você é uma ameaça ao seu plano maligno. E, com Jesus, você vai vencer. Você pode perder uma batalha ou duas, pelo caminho. Mas, no fim, você vai ganhar de goleada.

Vocês são uma geração perigosa. Deus vai ajudá-los a superar o inimigo. Vocês só precisam decidir que querem.

Melody Green é viúva de Keith Green, um cantor judeu que se converteu com 21 anos de idade e deixou uma vida de drogas e frustração para servir integralmente ao Senhor e buscar os perdidos. Juntos fundaram o Last Day Ministries (Ministério dos Últimos Dias). Keith morreu num acidente de avião em 1982, com 28 anos de idade, mas o ministério continua com Melody. Produzem uma revista, distribuem literaturas, CDs e mensagens gravadas, batalham contra o aborto e ajudam a recuperar e restaurar os perdidos. Para mais informações, acesse o site do ministério: http://www.lastdayministries.org. 

Copyright: 2003 Todos os direitos autorais do artigo acima pertencem a Last Days Ministries (Ministério dos Últimos Dias);
Endereço:  Box 40, Lindale, Texas 75771-0040 EUA.
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Fonte: http://www.revistaimpacto.com.br/voces-sao-uma-geracao-perigosa